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quarta-feira, 4 de maio de 2016
sábado, 12 de março de 2016
Olhares...
Um corpo que mergulha em Quissamã
Corpos que caem como chuva dum prédio no Maracanã
Ou da ponte mais alta da cidade....
A covardia do ser? Ou a coragem de ser?
Desejo comum dos corpos que caem.
A palavra de oito letras não cabe no noticiário
Não sai da boca, não entra em discussão
Desejo comum dos corpos que caem.
A palavra de oito letras não cabe no noticiário
Não sai da boca, não entra em discussão
A presença ausência dribla os olhares desinteressados
E corpos caem, pulam, envenenam-se
a doença cresce sem rumo,
Por toda parte, ao nosso redor
E corpos caem, pulam, envenenam-se
a doença cresce sem rumo,
Por toda parte, ao nosso redor
Mas os olhares desinteressados ....
Renata Foli
Renata Foli
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Eu, um poema inacabado.
Eu, um poema inacabado.
Dum poeta esquizofrênico
Quero ser lido por você
Eu, um poema indefinível
Com letra borrada e tremida
Quero ser entendido por você
Eu, que não tenho época nem estilo
Rima ou destino
Quero ser musicado por você
Eu, exilado noutra
língua
Com erros de ortografia
Quero ser traduzido por você
Indefinir para alcançar
Indefinido sou
Resta-me num papel esperar.
a melodia, a música, a voz
sua (re) leitura...
Renata Foli
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Poetagem: Canção Diária, ou A via crucis do corpo.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Poetagem: Les choses
Resolvi pensar nas coisas, não apenas em coisas, mas em todas as coisas.
Coisas lembram-me pessoas, palavras, sentimentos, eu...
Sou uma coisa egocêntrica.
Sou uma casa composta por coisas boas e ruins.
Sou e não sou.
Às vezes, nada sou, nem coisa, nem casa.
Às vezes só componho a casa.
Sou janela,
Sou porta,
Sou parede,
Sou tinta,
Sou chão,
Às vezes nem poeira sou.
Talvez seja só sentimentos, memórias....
Uma construção abandonada por mim .
Uma coisa egoísta .
Talvez seja outra coisa.
Seja uma coisa nova.
Uma prova.
Ou mesmo algo que renove ou inove.
Um cômodo a construir.
Renata Foli
Coisas lembram-me pessoas, palavras, sentimentos, eu...
Sou uma coisa egocêntrica.
Sou uma casa composta por coisas boas e ruins.
Sou e não sou.
Às vezes, nada sou, nem coisa, nem casa.
Às vezes só componho a casa.
Sou janela,
Sou porta,
Sou parede,
Sou tinta,
Sou chão,
Às vezes nem poeira sou.
Talvez seja só sentimentos, memórias....
Uma construção abandonada por mim .
Uma coisa egoísta .
Talvez seja outra coisa.
Seja uma coisa nova.
Uma prova.
Ou mesmo algo que renove ou inove.
Um cômodo a construir.
Renata Foli
Poetagem: O Retorno
O Retorno
Procurava o retorno.
Não encontrava suas raízes em nenhuma parte.
Tinha medo do “corpo a corpo com a vida”, do corpo a corpo com a realidade nua e crua.
A sensação era sempre a mesma, de angústia e de incompletude.
Descrevia sua vida como uma viagem circular. Nada mudou.
Estava desesperado com a impossibilidade de encontrar a felicidade.
Estava na fase de encontrar culpados: culpados pela sua tristeza, culpados pela sua falta de tempo, culpados pela sua falta de coragem, culpados pela sua melancolia. “Uma melancolia que não sai”.
Estava na fase de compreender: compreender por que seus valores e suas crenças, que antes eram tão sólidos, hoje, eram traduzidos por um sentimento: a inconsistência.
Queria o espaço confortável, queria fugir da “verdade”, não a aceitava.
Começava sua viagem pelo caminho das lembranças (das boas lembranças).
Um viajante contemporâneo, numa estrada sinuosa, mergulhado na ‘tragédia’ que definia como a tragédia da contemporaneidade.
Em cada época mascarou seus sintomas, mas nunca admitiu a Doença.
A estrada das lembranças é mais dolorosa, mesmo quando boas. E, “sem conseguir encontrar dentro de si o ponto pior de sua doença, o ponto mais doente” , começou sua viagem sem volta.
Renata Foli
Procurava o retorno.
Não encontrava suas raízes em nenhuma parte.
Tinha medo do “corpo a corpo com a vida”, do corpo a corpo com a realidade nua e crua.
A sensação era sempre a mesma, de angústia e de incompletude.
Descrevia sua vida como uma viagem circular. Nada mudou.
Estava desesperado com a impossibilidade de encontrar a felicidade.
Estava na fase de encontrar culpados: culpados pela sua tristeza, culpados pela sua falta de tempo, culpados pela sua falta de coragem, culpados pela sua melancolia. “Uma melancolia que não sai”.
Estava na fase de compreender: compreender por que seus valores e suas crenças, que antes eram tão sólidos, hoje, eram traduzidos por um sentimento: a inconsistência.
Queria o espaço confortável, queria fugir da “verdade”, não a aceitava.
Começava sua viagem pelo caminho das lembranças (das boas lembranças).
Um viajante contemporâneo, numa estrada sinuosa, mergulhado na ‘tragédia’ que definia como a tragédia da contemporaneidade.
Em cada época mascarou seus sintomas, mas nunca admitiu a Doença.
A estrada das lembranças é mais dolorosa, mesmo quando boas. E, “sem conseguir encontrar dentro de si o ponto pior de sua doença, o ponto mais doente” , começou sua viagem sem volta.
Renata Foli
Tentativa de poetagem: Parte 1- FALTA DE AR
Falta de ar
Entenda, e não fique triste:
Não tenho mais vontade de sobreviver...sinto muita falta de ar.
Tanta, tanta que meu peito dói.
Tanta, que não quero mais respirar com essa dificuldade, o esforço é grande.
Tanta, que fico com muita vontade de chorar.
Não quero mais seus aparelhos, seus medicamentos, sua dosagem, seu sangue...
Não quero mais nada.
Nada que possa ser dado por você:
Não quero seu cego olhar,
Não quero sua compreensão incompreensiva ,
Não quero seu cuidado descuidado,
Não quero seu amor desamor,
Não quero esse muito que é tão pouco.
Tem razão: Morri. Mas, não consigo descansar.
“Viver” assim cansa-me tanto e tira-me tudo.
Calma, não quero morrer de fato.
Mas, quero deitar e repousar, por horas e horas.
Quero o que me foi tirado, arrancado do meu peito.
E não falo do órgão clichê.
Estou falando dos meus pulmões, Entende? dos pulmões!
Quero Respirar bem e mais nada.
Renata Foli
Renata Foli
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Primeiro Post:" Miedo que da miedo del miedo que da"
Ê, o primeiro post!
Dizem por aí: "ano novo, vida nova".
Reformularei a frase para: Ano novo, medo velho.
Decidi que 2014 será o ano que acabarei com alguns medos ou aprenderei lidar.
Dizem por aí: "ano novo, vida nova".
Reformularei a frase para: Ano novo, medo velho.
Decidi que 2014 será o ano que acabarei com alguns medos ou aprenderei lidar.
Logo, resolvi falar sobre esse tal sentimento, muitos fogem. Vou encarar.
Tenho muitos medos
Mas, não são tão clichês como Medo da morte, por exemplo;
Tenho medo de caminhar e não perceber a poesia nas ruas e nas pessoas;
Tenho medo da inércia;
Tenho medo do vazio;
Tenho medo do vazio;
Tenho medo de perder a concentração, e não conseguir mais ler;
Tenho medo de parar de fantasiar;
Tenho medo de perder o chão e só fantasiar;
Tenho medo da solidão;
Tenho medo da cegueira ;
Tenho medo da Hipocrisia;
Tenho medo do cansaço;
Tenho medo da acidez das pessoas, inclusive da minha.
Ah, também tenho medos prazerosos:
É o maior deles é a escrita
Escrever ou não, eis a questão,
Tentar, uma decisão.
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